23.1.08

Felizes e Infelizes - Reverência à Clarice.


por Tatiana Franco.

Um tratado sobre a felicidade, acredito eu, deve ser algo complexo de se estruturar, por isso prefiro simplificar e torná-lo mais pratico. Então, diria que existem os felizes e os infelizes, e digo mais, ambos sentem prazer em cultivar os sentimentos mais profundos.

Os felizes levam uma vida mais distraída, sem perceberem muito os aclives, declives e chiliques do meio ou do outro ou de si próprio.

Já os infelizes levam uma vida atenta, concentrada, densa em flashs e dizeres que não dizem muito, densa em fatos que não são atos.

E eu, neste meio, prefiro ficar o mais distraída o possível, assim percebo os nãos, os olhares que dizem não ou os fatos que dizem não aos atos.

Prefiro sentir o simplificado inesperado dos atos eles mesmos.

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Todos os direitos à Autora
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18.1.08

Um a menos.


Acompanhe o meu "probleminha" lógico:



1) Tudo o que me aparece nesse "caminhatório" chamado vida, tenho o prazeiroso costume de destrinchar, comentar, criticar e exaustivamente pensar sobre.



2) Seria óbvio então que eu comentasse sobre esse tema neste momento em que se aproxima a data em que surgi aos ventos deste mundo.



3) Porém, como me considero uma pessoa fora do centro - e cultivo com fulgor essa imagem, não sou afeito à modas, convenções e costumes (apesar de apreciar alguns e cumprir outros porque sou um bom rapaz , viu!) obviamente não faria nenhuma manifestação sobre aniversário, visto que não sigo padrões.



4) Assim, desta forma devo postar um comentário sobre este momento da vida de uma pessoa, pelo fato de que previsivelmente eu não comentaria.

Entendeu?

Muito menos eu...

O fato é que chega uma hora na vida em que as coisas necessitam de significados um pouco mais profundos do que simplesmente o "sempre foi assim".

O problema é uma pessoa que nasceu nessa fase questionadora e não têm previsão de sair dela, como yo.

Se você não é assim um CDF fanático pelo pensamento humano e suas possibilidades, a vida fica um tanto quanto pesada quando se tem que entender profundamente todos os movimentos dela.

Para isso, temos momentos em que precisamos de reflexão, reavaliação, balanço e - sim - definição. Exato, esse é o ponto. Para mim, o aniversário é o momento de reavaliarmos nosso caminhar até aquele ponto e os próximos passos em direção daquilo que chamamos futuro.

Pra mim que sou um "toró-de-parpite" ambulante ou como preferem os buisiness boys, "brainstorm" ambulante e faço isso em todos os segundos da vida, está sendo um momento de reflexão profunda e estudo minucioso sobre a vida e a estória de Minnie Mouse e Margarida Donald as heroínas esquecidas por Valdisney, ops, Walt Disney.

Grande abraço e feliz aniversários para todos em suas respectivas datas, caso eu não consiga me lembrar de dar os parabéns por estar ocupado resolvendo a questão da integração Oriente x Ocidente.

16.1.08

Só o vento nos sopra o verdadeiro tempo da chegada!



O Vento
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante

Posso ouvir o vento passar, assistir à onda bater, mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei.. Que quando eu morrer vou acordar para o tempo e para o tempo parar:
Um século, um mês, três vidas e mais um passo pra trás?
Por que será? ... Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar o que é impossível saber? - Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que? Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem então o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar, vem renascido o amor bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer lento o que virá, e se chover demais, a gente vai saber, claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!

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Tentativa de tradução para o inglês feita por Mariella, Zoie Daldghsildg e eu...

The Wind

I can hear the wind passing,
Watch the wave breaking.
But the damage that it causes
Life is too short to see
I thought that when I die
I will wake up for the time
And for the time to stop
A century, a month
Three lives and more
A step backwards -
Why will it be?
I'm going to think about it...

How can someone dream
What it is impossible to know?
Not telling you what I think
Is already thinking about telling
And this, I saw, the wind carries!
I don't know anymore, I feel that it's like dreaming
That the effort to remember
Is the will to forget.
And why that?
Tell me more!

Uh...if we don't know anymore
To laugh at one another, my dear,
Then what is left is to cry.
And maybe, if it has to last,
Love, revived, will come
Blessed by tears.
A century, three,
If the lives behind are part of us
And how will it be?...

The wind will say, slowly, what's coming
And if it rains too much
We will know, like the lightness of thunder,
If someone, later, smiles in peace
Just to find....

15.1.08

Hesito muito antes da palavra.
porque um precipício se abre nela
e não tem sentido,vibra apenas.
porque pode ser a morte
ou o nascimento para um lugar
de cores e fadas e barcos de sol.
porque me doem as mãos
cada vez que tento segurar
o mundo em traços redondos quadrados.


por isso te digo:hesito e morro e nasço.
e corro para a rua com a força de quem
vai anunciar gritar chamar dizer.
mas lá fora sorrio apenas
enquanto caminho para um banco
de jardim,devagarinho,
como se por um momento
eu soubesse o nome de tudo
e tudo tivesse o mesmo nome
.

V.G

9.1.08

Renovar os votos com o futuro.

por Braulio Garcia.
Muito tenho escrito - mesmo em fragmentos, sobre o questionamento existencial consciente, que nada mais é que uma auto-análise que visa rastrear aonde estamos no tempo e no espaço, em que contexto e principalmente o que vêm depois, ou seja, as incertezas e indecisões. Chego a pensar que este tipo de atitude contemplativa é o que mantêm a humanidade neste mundo caótico, criado e transformado por nossas atitudes e arbítrio. Muito falamos sobre o Livre Arbítrio, a liberdade exclusiva do ser humano de decidir por seus caminhos sem interferências determinantes, exercitamos o nosso "poder de escolha" em vários momentos de nossa vida, seja quando escolhemos a cor de roupa usar até o que faremos profissionalmente, se teremos filhos ou não, se os educaremos desta e daquela maneira. Ao contrário do que pode parecer, livre arbítrio não é sinal de poder, de controle, mas pelo contrário, de aprendizado e total falta de controle sobre o destino.

Como disse, em vários momentos da vida nos são apresentadas opções, caminhos, alternativas, cada uma com seu brilho (prós) e suas trevas (contras), sendo que em muitas vezes, o equilíbrio destes fatores se estabelece e como um paradoxo puxa outro, neste caso o equilíbrio é fator de movimento, quebra de harmonia, ao contrário do que implica a palavra em um senso comum. Pois bem, quando nos vemos em uma chamada de decisão, as trevas de uma opção forem maiores que as da outra ou ainda o brilho de uma superior a da outra, a racionalidade resolve, o computador resolve, basta uma matriz de decisão com os prós e contras, fácil e simples. O problema faz morada justamente quando estes fatores se empatam, luzes (prós) e trevas (contras) de ambas as opções. A racionalidade falha, o computador decreta o empate e se estabelece o dilema de Drummond "E agora José?". Aí é que entra o verdadeiro exercício de livre arbítrio, a iniciação à maturidade emocional, em que o indivíduo tem que decidir livremente, por sua única vontade e responsabilidade o que fazer, aonde ir e por quais caminhos.

As decisões são parte estrutural do mundo adulto e os dilemas existem para nos fazer exercitar nosso amadurecimento, mas principalmente, nossa capacidade de assumir pontos de vista, tomar partido, emitir opinião e fazer escolhas. Se o ser humano fosse uma fórmula matemática e o destino traçado por padrões (principalmente os de repetição histórica) seríamos uma massa de replicantes sem opinião, porém, os dilemas estão aí, as encruzilhadas surgem quando tudo parecia certo, lógico e resolvido e nos força a rever conceitos, reprogramar rotas, alterar o ritmo da passada e isso é ótimo, pois o tempo passa e temos a tentação de endurecer em opiniões formadas e caminhos combinados, impedindo o fluxo natural da vida.
Rever conceitos, mudar de opinião, reconhecer erros e acertos é o que mantém a saúde emocional em dia e o fluxo de felicidade constante.

É preciso sempre rever os planos com o "eu" de amanhã, o que queremos e podemos ser.

Atualize seus sonhos, reedite sua felicidade sempre.

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Todos os direitos ao Autor.



7.1.08

fluir em direção à corrente.


Em quantos espaços o tempo se divide quando de um desejo o ser se cerceia escondendo-se por detrás de versos e canções que mais sufocam a vontade, gerando os devaneios que hora progridem calmamente pelas paragens da mente?


O mais tempo em que passamos sem interpretar os sussurros do amor e do perdão em sua forma mais sublime, o menos temos de vida em nossa alma e o mais temos de temores e receios.


Quem mais quer entender o desejo, senão aqueles que não mais se sentem aptos a desejar ou a alçar vôos rumo ao sucesso dos sonhos, à vitória das virtudes sublimes.


Negar o desejo de ser feliz é negar a própria vida. Negar a esperança de ser feliz é sacar do corpo a alma. É tomar da pintura a cor, da canção o som, da palavra as centelhas de liberdade.


Ser feliz, exige força, vontade e coragem.