
22.12.09
Pisando nas esferas do tempo, galopo o cavalo do espaço.

30.10.09
Guará desprevenido vai em busca do cometa. Do Triângulo mineiro até a Índia, passando pelo sertão Baiano e por muitos outros precipícios geográficos.

Antes de mais nada, obrigado pela atenção e aperte o Play!
Guara na lida das estrelas by Braulio
Um lobo sonha com a estrela matutina. Acorda e olha o céu, se depara com um cometa.



18.8.09
12.7.09
Inflexões reflexivas e reflexões inflexivas.
Palavras seqüestradas pelo mercado publicitário para nos conduzir a roupas, sapatos, carros, perfumes e coisas outras que alguns almejam que você troque por seu dinheiro.
Dinheiro que, não raro, obtemos em troca fácil ao vendermos barato o tempo, a ternura, o colo e a canção.
Temo que seja sintomático o fato de essas reflexões parecerem cada vez mais sem sentido.
Contrastada com realidade, a ternura se apresenta como ficção ingênua dos estúdios Disney.
É como a sensação de milhares de cordas que não soam. Nestes tempos, quando já descobrimos e criamos/interpretamos tantas coisas e tantas outras estão em curso, não vejo outro motivo para o humano senão o cuidado e o acolhimento à todos os seres animados. Humans included.

18.6.09
Intimidade Marginal.
INTIMIDADE
Intimidade pode não definir-se como, mas baseia-se na afinidade de pensamentos prazeirosos e desconfortáveis de duas pessoas em relação – menos aos fatos e mais às idéias, comportamentos, gostos e demais.
A intimidade é construída entre as pessoas de uma maneira natural e gradativa, como quase tudo na relação entre seres humanos. Ainda no âmbito do ‘como tudo o que ocorre conosco’ temos que esta intimidade não é possível de ser construída a partir de fórmulas e ritos e ouso crer que não é sempre possível existir intimidade. Algumas vezes é impossível porque alguma das pessoas simplesmente não quer.
Eu consigo impor o controle, o medo, a dependência emocional mas não consigo impor a intimidade. Um individuo – por princípio, não basta para criar nenhum tipo de relacionamento. Sempre serão preciso dois agentes. Agindo.
CUMPLICIDADE
Essa exige mais alguns ‘cents’ de atenção, visto que estamos falando de vínculos profundos e muito belos. A cumplicidade é algo que envolve fatos, principalmente os cotidianos. Somos cúmplices em nossas vontades de ter vontade e em nossos desânimos de ter desânimo, somos cúmplices em relação às horas, aos hábitos, aos defeitos e qualidades inconfessos.
Pessoas se tornam cúmplices quando aceitam lutar juntos por algo, uma felicidade incomum, uma crença em sonhos numa vida sem exagero e sem escassez, por um protesto contra os ruídos desnecessários.
Pessoas que têm capacidade de se acumpliciar são as mesmas que têm capacidade para pensar no amor de uma forma ampla e irrestrita, são aqueles mesmos que vêem no sonho, um amigo e crêem que viver é mais que cumprir fases de um processo.
MARGINAL
Gosto da palavra cumplicidade pois estes são tempos em que o querer bem é marginal e o amor é procurado por crimes contra a humanidade. Desta forma, neste contexto é necessário que cada vez mais busquemos nos relacionar com mais ternura, respeitar o amar para se obter o merecimento da intimidade e cultivá-la para que ela se floresça em cumplicidade e pleno amor.
ACASO E ARBÍTRIO
Esse enigmático jogral de sentimentos se remete aos amores da vida. Em cada fase da vida nos relacionamos intima e proximamente com diferentes tipos de pessoas e isso desdobra em diferentes tipos de relacionamentos.
Podemos ter tido estas cumplicidade e intimidade com nossos pais, irmãos, primos, amigos da infância, mas sempre as vi como uma espécie de preparatório para o exercício das mesmas na vida conjugal amorosa.
O vínculo que se busca verdadeiro, por ser o escolhido.
8.6.09
Ensaio sobre a hipocrisia formal dicoglicenada em alta combustão.

Vimos por meio desta lhe In-convidar para o não comparecimento em evento que estaremos realizando em lugar algum e em hora nenhuma.
Salientamos que o presente não-convite é fortemente extensivo aos seus e aos próximos dos seus. Pois se não estamos vos convidando, certamente não queremos ter o desprazer em encontrar pessoas que nos lembrem de vossa desagradável existência.
Se possível, solicitamos a gentileza de sublimar vossa existência deste planeta, afim de que não tenhamos que enviar novamente este desconvite.
R.S.V.P: Favor confirmar sua ausência no telefone (445) 44455555.Traje: Antissocial Hippie esportivo astronauta de mergulho
29.5.09
Signo São.
21.5.09
14.5.09
Riso Fracto, Ciso Lacto.
Pensamento, sopro vento, a rosa absorvente.Raro, busca vagar meios de ser inteiro. olha permanente raso.
Metade da gota é vontade do rio.
Vontade de riso, de cio e de siso.
Não me enganas com teu caos, Ó inglória linha-fracta opressora.
A prosa da rosa mente, da rosa corpo, que rosamente roda em torno de seu cais...
Palavra, palmeira calva, lírio da água do veio.
Teu seio, desmonta o afã de colher o pinhão num inverno branco de fevereiro.
10.5.09
Ta tudo mudando.
Silêncio:
Somente agora retorno do estado mental de inexpressão ao qual fui lançado por mim mesmo em um recente momento da minha vida. Silenciei por muito querer dizer, pois como reza o sábio samba dos ‘Originais do samba’: Falador passa mal.
Um showman, deve também ser sua one&lonely audiência. E assim talvez, por isso, receber a audiência de outros. Não sendo o objetivo, mas sendo bem vindo.
Gosto de reality shows, o conceito me agrada, mas não da forma como é explorado. Preferiria mais assistir o fiar de idéias em construção de uma malha conceitual que simboliza a inteligência máxima: A soma de todas as razões.
Vamos assistir e votar idéias?
E ai já escolheu sua interpretação de conceitos favorita? Vamos dar uma espiadinha.
20.4.09
#bmol
11.4.09
Chama*

parte de mim é chama de vela
a dama que (re)parte a cama
e chama pro leito as feras
*com sugestões de Alice Ruiz.
http://aliceruiz.com.br/
9.4.09
Vague, Nave Vaga

Vagar [1]:(+ EZA) = Vagareza,
Vírgula vingativa
Vijiando o vigarista
Morar em vagas vis e vagais
DeVagar
DiVagar
Vaga-Lume em som constante,
Prego preso em presa mole.
Não se espante natureza
Com a dureza do estanque.
Nave Vagando.
O albatroz, a maresia, o som medonho do apito do navio.
Vento chia, verbo anseia, sinto o cheiro da madeira.
Corda arreia, madeiro enverga, mas a corda não estira.
7.4.09
Traço, linha e vela.
6.4.09
Ganh-a-dor!
2.4.09
1.4.09
20.3.09
Versos de saco, rolha e cordão.
16.2.09
da difamação à ironia - Bem vindos à era de Aquarius.

Quando se trata em descochambrar a credibilidade alheia o melhor do mundo é o brasileiro. É notadamente observado que nos valemos de estratagemas retóricos e joguetes espertalhescos de palavras para ter um ponto de vista provado e a nossa intensa capacidade - e na mesma proporção, a nossa intensa vontade, de manipular tanto a opinião, quanto a imagem do alheio.
Nós temos tradição e escola, a politicalha é anciã esperta e provedora das sementes desse passatempo ao nosso altaneiro e bem humorado povo brasileiro que não se fazendo de rogado, adora se vangloriar do quanto é safo e espertalhão.
O Presidente do país é a mascote dessa realidade cultural. Solta tiradas imaginativas e têm a clara e a “admirável” capacidade de desvirtuar argumentos que sejam contrários a si e aos seus. Mas – obviamente, antes “si” que “os seus”, como deixou claro no caso #mensalãozedirceu. Além de não saber de nada.
Pra mim o ácido que corrói a nossa dignidade brasileira é formado por bichos bem conhecidos da humanidade: Inveja, ciúme, cobiça, preguiça, soberba, luxúria e a gula. Porém, havemos de considerar obsoletas estas roupagens e etiquetas e olhando ao redor veremos as mesmas personagens, mas se utilizando aparatos sempre mais atuais de figurino e maquiagem.
Tente ver - por exemplo, o lodaçal que se tornou a blogosfera brasileira. Por trás de pessoas que escrevem bem, está o mesmo comportamento segregador dos músicos que sabem tocar bem e por isso crêem que os demais nem deveriam existir, quanto mais considerar a possibilidade de se associar a outros por causas realmente importantes para a sua classe profissional. Acontece o mesmo com os grupos/redes sociais, sejam virtuais ou não.
Para o leitor observador e crítico de si, dos seus e de seu tempo, posso dizer que sabemos que isso não é novidade, visto que essa franquia neandertalizada pertence aos grandes conglomerados de fundos financeiros de natureza especulativa, os carinhosamente chamados de Investidores.
O mundo hoje, salvo pouquíssimas culturas e raríssimas pessoas é a reprodução desse modelo funcional de eficiência apropriado pelas Companhias em que se deve pautar pela competição flageladora e canibal, se aproveitando do fracasso alheio para o humor e a auto-afirmação, assim como uma hiena se apropria da carne da caça dos leões.
Pessoal, já saímos da era das trevas do totalitarismo, por favor, saiamos todos das cavernas, o Bush já se foi, deixemos a agressão pela ignorância e nos apeguemos à ironia desruptiva criadora de novas realidades e paradigmas. Sejamos realmente bem vindos à era de Aquário.
Wind in my hair, I feel part of everywhere, Underneath my being is a road that disappeared, Late at night I hear the trees, they're singing with the dead - Overhead.








