22.12.09

Pisando nas esferas do tempo, galopo o cavalo do espaço.





Sentinelas são partes de um olhar atento do uno em verso.


Folhas da manhã tocam o orvalho como as mãos vermelhas dos bebês latentes. Mães em pino, cães em flor.


Me entrego em demasia ao precipício secular, reviso meus pecados e me ponho, enfim, a chorar, não o choro das lágrimas, mas as rimas e vírgulas que caem de pesar em pesar.


Desisti do sentido à tempos, à tempos não me importam as tristes verdades das gentes.


Recalco, calço e remôo a digerida massa que venho a mascar desde que sou um mundo nesse alguém torto.


Desisto de me cansar e luto como covardia. Amanso os erros e espanco a poesia em versos sem demora e sem maestro.


Nunca caibo no saber, sempre espero pelo zelo. Temo sempre o tal desejo, seja o seu ou o desse que desprezo em mim.


Demito as sentinelas, mas a elas não importam salário, somente a expectativa da altivez de mais um, quente, denso e saboroso BEEEEEERRRRRRRROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!

30.10.09

Guará desprevenido vai em busca do cometa. Do Triângulo mineiro até a Índia, passando pelo sertão Baiano e por muitos outros precipícios geográficos.





Antes de mais nada, obrigado pela atenção e aperte o Play!











Guara na lida das estrelas by Braulio



Um lobo sonha com a estrela matutina. Acorda e olha o céu, se depara com um cometa.






Maravilhado, não se roga, sai avisando a matilha da beleza dessa obra.











Ninguém quer ser atrapalhado no seu sono, por isso legaram a alegria do guarazinho ao abandono.












Resmungaram, louco, bradaram, me deixe descansar insolente.




Depois de se conformar com a solidez daquela solidão motivacional, se dispôs a perseguir o cometa mirradinho, de calda gigantesca.







E assim de desdobra em atos o conto sonoro do guarazin valente do cerrado que rodou o mundo por um sonho de nunca perder o cometa. O Som e sua imaginação completam o conto.


18.8.09


Vendem cana a preço de coco em Gana


Caem na grama meus lençois rotos. Não te engana.


Serei um louco por decifrar a alma profana, rouco de gritar - à insensatez, a estupidez humana?

12.7.09

Inflexões reflexivas e reflexões inflexivas.

Atitude, bom gosto e bom senso.

Palavras seqüestradas pelo mercado publicitário para nos conduzir a roupas, sapatos, carros, perfumes e coisas outras que alguns almejam que você troque por seu dinheiro.

Dinheiro que, não raro, obtemos em troca fácil ao vendermos barato o tempo, a ternura, o colo e a canção.



Temo que seja sintomático o fato de essas reflexões parecerem cada vez mais sem sentido.

Contrastada com realidade, a ternura se apresenta como ficção ingênua dos estúdios Disney.

É como a sensação de milhares de cordas que não soam. Nestes tempos, quando já descobrimos e criamos/interpretamos tantas coisas e tantas outras estão em curso, não vejo outro motivo para o humano senão o cuidado e o acolhimento à todos os seres animados. Humans included.



Prossigo pensando...

18.6.09

Intimidade Marginal.

INTIMIDADE

Intimidade pode não definir-se como, mas baseia-se na afinidade de pensamentos prazeirosos e desconfortáveis de duas pessoas em relação – menos aos fatos e mais às idéias, comportamentos, gostos e demais.

A intimidade é construída entre as pessoas de uma maneira natural e gradativa, como quase tudo na relação entre seres humanos. Ainda no âmbito do ‘como tudo o que ocorre conosco’ temos que esta intimidade não é possível de ser construída a partir de fórmulas e ritos e ouso crer que não é sempre possível existir intimidade. Algumas vezes é impossível porque alguma das pessoas simplesmente não quer.

Eu consigo impor o controle, o medo, a dependência emocional mas não consigo impor a intimidade. Um individuo – por princípio, não basta para criar nenhum tipo de relacionamento. Sempre serão preciso dois agentes. Agindo.

CUMPLICIDADE

Essa exige mais alguns ‘cents’ de atenção, visto que estamos falando de vínculos profundos e muito belos. A cumplicidade é algo que envolve fatos, principalmente os cotidianos. Somos cúmplices em nossas vontades de ter vontade e em nossos desânimos de ter desânimo, somos cúmplices em relação às horas, aos hábitos, aos defeitos e qualidades inconfessos.

Pessoas se tornam cúmplices quando aceitam lutar juntos por algo, uma felicidade incomum, uma crença em sonhos numa vida sem exagero e sem escassez, por um protesto contra os ruídos desnecessários.

Pessoas que têm capacidade de se acumpliciar são as mesmas que têm capacidade para pensar no amor de uma forma ampla e irrestrita, são aqueles mesmos que vêem no sonho, um amigo e crêem que viver é mais que cumprir fases de um processo.


MARGINAL

Gosto da palavra cumplicidade pois estes são tempos em que o querer bem é marginal e o amor é procurado por crimes contra a humanidade. Desta forma, neste contexto é necessário que cada vez mais busquemos nos relacionar com mais ternura, respeitar o amar para se obter o merecimento da intimidade e cultivá-la para que ela se floresça em cumplicidade e pleno amor.


ACASO E ARBÍTRIO

Esse enigmático jogral de sentimentos se remete aos amores da vida. Em cada fase da vida nos relacionamos intima e proximamente com diferentes tipos de pessoas e isso desdobra em diferentes tipos de relacionamentos.

Podemos ter tido estas cumplicidade e intimidade com nossos pais, irmãos, primos, amigos da infância, mas sempre as vi como uma espécie de preparatório para o exercício das mesmas na vida conjugal amorosa.

O vínculo que se busca verdadeiro, por ser o escolhido.

8.6.09

Ensaio sobre a hipocrisia formal dicoglicenada em alta combustão.


Inescrupuloso Sr. Doutor. Professor e Mestre sem obra,


Vimos por meio desta lhe In-convidar para o não comparecimento em evento que estaremos realizando em lugar algum e em hora nenhuma.


Salientamos que o presente não-convite é fortemente extensivo aos seus e aos próximos dos seus. Pois se não estamos vos convidando, certamente não queremos ter o desprazer em encontrar pessoas que nos lembrem de vossa desagradável existência.


Se possível, solicitamos a gentileza de sublimar vossa existência deste planeta, afim de que não tenhamos que enviar novamente este desconvite.


R.S.V.P: Favor confirmar sua ausência no telefone (445) 44455555.Traje: Antissocial Hippie esportivo astronauta de mergulho

29.5.09

Signo São.




Suaves e breves palavras
Visão de estandarte e brasões

Memórias inertes e bravas
Rebentam em mim multidões

Do Homem ao alto jorrava
Ruídos de significação
.

21.5.09

Treino Vento.


Pequena poesia sem razão
Alma pouca de vasta amplidão


Navegando vaga livre, deslizando em intenção.


Vou! Querendo que a palavra valha mais que o missil vão.

14.5.09

Riso Fracto, Ciso Lacto.

Pensamento, sopro vento, a rosa absorvente.

Raro, busca vagar meios de ser inteiro. olha permanente raso.

Metade da gota é vontade do rio.

Vontade de riso, de cio e de siso.

Não me enganas com teu caos, Ó inglória linha-fracta opressora.

Nem teu leite em mel derramas sobre a calda quente em mim.

A prosa da rosa mente, da rosa corpo, que rosamente roda em torno de seu cais...
Me torna ciente da fauna verde que habita nossos sonhos de mais (quisera fossem brandos ais).

Palavra, palmeira calva, lírio da água do veio.

Teu seio, desmonta o afã de colher o pinhão num inverno branco de fevereiro.

10.5.09

Ta tudo mudando.

Silêncio:Negrito

Somente agora retorno do estado mental de inexpressão ao qual fui lançado por mim mesmo em um recente momento da minha vida. Silenciei por muito querer dizer, pois como reza o sábio samba dos ‘Originais do samba’: Falador passa mal.

Agora com a meditação já posta em atualização – ao menos suficientemente para um tímido reingresso, volto a concatenar idéias da tosca maneira que reflete a natureza deste que vos
digita.
Senti vontade de escrever sobre o que sempre escrevo, o nada e desse nada algumas coisas são projetadas por quem lê.
Verdade para si (diga sua verdade mansa e calmamente):
As verdades de cada um são tão belas e profundas e são tantas. O espectador mais emocionado do meu espetáculo sou eu. Faço para mim, as musicas que depois quero mostrar. Escrevo para mim, as palavras que depois irei postar. Egoismo, egocentrismo? Pode ser. Mas acredito que cuidar da própria vida é a mais branda das formas em que o egoísmo pode se manifestar. Chego a crer que se trata na verdade de um altruísmo de classe maior em que desobrigo aos outros queridos próximos, do peso de minhas escolhas, quedas. E ainda posso compartilhar um sorriso aberto sem o receio de ter que dar recibo deste.
O que penso sobre o conceito de showman:*

Um showman, deve também ser sua one&lonely audiência. E assim talvez, por isso, receber a audiência de outros. Não sendo o objetivo, mas sendo bem vindo.
* Claramente não sou este, pelo menos ainda não. Me considero um artista marginal ‘wannabe’ o que automaticamente acontece quando faço esta afirmação.
Reality Shows:

Gosto de reality shows, o conceito me agrada, mas não da forma como é explorado. Preferiria mais assistir o fiar de idéias em construção de uma malha conceitual que simboliza a inteligência máxima: A soma de todas as razões.

Vamos assistir e votar idéias?
E ai já escolheu sua interpretação de conceitos favorita? Vamos dar uma espiadinha.
Partiu!

20.4.09

#bmol


Dimensões distantes

corações errantes

par de Girassóis


versos dissonantes

ouço trinitantes

cantos rouxinóis


Se soubesse antes

fossem tão cortantes

guardaria seus bemóis

11.4.09

Chama*


parte de mim é chama de vela
a dama que (re)parte a cama
e chama pro leito as feras





*com sugestões de Alice Ruiz.
http://aliceruiz.com.br/

9.4.09

Vague, Nave Vaga




Vagar [1]:(+ EZA) = Vagareza,
[2]:(- r + AIS) = vagais.
Morar [1]:(-r + OSIDADE) = Morosidade
[2]:(- r +ALISMO) = Moralismo.


Vírgula vingativa
Vijiando o vigarista

Morar em vagas vis e vagais

DeVagar
DiVagar

Vaga-Lume em som constante,
Prego preso em presa mole.

Não se espante natureza
Com a dureza do estanque.

Nave Vagando.

Foto por Braulio Garcia - Jericoacoara - CE.



O albatroz, a maresia, o som medonho do apito do navio.
Vento chia, verbo anseia, sinto o cheiro da madeira.
Corda arreia, madeiro enverga, mas a corda não estira.




Nau fragando, fragata navego.
Pau de chão de convés é meu transatrlântico no revés de um corrupto mondo.
Sigo apreensivo, relaxando no entre-dentes de tubarões famintos em tempestades magoadas e furiosas.



Mata, verde, venta, vela, mar, fome-sede-terra.
Nos 100 pés de martelo naufragado.

7.4.09

Traço, linha e vela.


Traço de poeta é igual traço de pneu de bicicleta, que se ta murcho é queda na certa !
Ler é decifrar. Ler poesia é decifrar os apertos e cócegas que temos no coração.

Poesia se sente com o coração.


Assim como bicicleta,

a vida

e a canção.


Para: A.

6.4.09

Ganh-a-dor!


Amará a flor, a frutescência sem pendor/
Ou ainda amar a dor, onde ninguém é perdedor/
Voilá! Ganha a dor.
Bg.

2.4.09

Hais e outros Ais. #2


"Meus marginais morreram sem querer
Meus
heróis não querem nem saber"


braulio, garcia!

1.4.09

"Hais e outros Ais" #1: Noção Leminski.



Joyce foi
Vinicus também

Caetano dorme
Chico amem

Valei-nos são leminski
Das bestas do além

20.3.09

Versos de saco, rolha e cordão.


árvore palavra

parada doce água

Luz de raio em linha cêntrica

Retiro calma da alma excêntrica

e repouso o gozo em gaze.

árvore plantada.

Moldado amargo o largo silêncio lago do bardo.

Rimas irritam,

batatas e corações que fritam.

Silêncio saca o ranso, raso e manso

e grita o lema gravado na fita.


16.2.09

da difamação à ironia - Bem vindos à era de Aquarius.


É dito e reproduzido por vários cantos, que uma mentira repetida por várias vezes se torna verdade. O que observo é que isso realmente é uma verdade...

Quando se trata em descochambrar a credibilidade alheia o melhor do mundo é o brasileiro. É notadamente observado que nos valemos de estratagemas retóricos e joguetes espertalhescos de palavras para ter um ponto de vista provado e a nossa intensa capacidade - e na mesma proporção, a nossa intensa vontade, de manipular tanto a opinião, quanto a imagem do alheio.

Nós temos tradição e escola, a politicalha é anciã esperta e provedora das sementes desse passatempo ao nosso altaneiro e bem humorado povo brasileiro que não se fazendo de rogado, adora se vangloriar do quanto é safo e espertalhão.

O Presidente do país é a mascote dessa realidade cultural. Solta tiradas imaginativas e têm a clara e a “admirável” capacidade de desvirtuar argumentos que sejam contrários a si e aos seus. Mas – obviamente, antes “si” que “os seus”, como deixou claro no caso #mensalãozedirceu. Além de não saber de nada.

Pra mim o ácido que corrói a nossa dignidade brasileira é formado por bichos bem conhecidos da humanidade: Inveja, ciúme, cobiça, preguiça, soberba, luxúria e a gula. Porém, havemos de considerar obsoletas estas roupagens e etiquetas e olhando ao redor veremos as mesmas personagens, mas se utilizando aparatos sempre mais atuais de figurino e maquiagem.

Tente ver - por exemplo, o lodaçal que se tornou a blogosfera brasileira. Por trás de pessoas que escrevem bem, está o mesmo comportamento segregador dos músicos que sabem tocar bem e por isso crêem que os demais nem deveriam existir, quanto mais considerar a possibilidade de se associar a outros por causas realmente importantes para a sua classe profissional. Acontece o mesmo com os grupos/redes sociais, sejam virtuais ou não.

Para o leitor observador e crítico de si, dos seus e de seu tempo, posso dizer que sabemos que isso não é novidade, visto que essa franquia neandertalizada pertence aos grandes conglomerados de fundos financeiros de natureza especulativa, os carinhosamente chamados de Investidores.

O mundo hoje, salvo pouquíssimas culturas e raríssimas pessoas é a reprodução desse modelo funcional de eficiência apropriado pelas Companhias em que se deve pautar pela competição flageladora e canibal, se aproveitando do fracasso alheio para o humor e a auto-afirmação, assim como uma hiena se apropria da carne da caça dos leões.

Pessoal, já saímos da era das trevas do totalitarismo, por favor, saiamos todos das cavernas, o Bush já se foi, deixemos a agressão pela ignorância e nos apeguemos à ironia desruptiva criadora de novas realidades e paradigmas. Sejamos realmente bem vindos à era de Aquário.

Wind in my hair, I feel part of everywhere, Underneath my being is a road that disappeared, Late at night I hear the trees, they're singing with the dead - Overhead.

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