29.11.06
CAIXA DE PANDORA

Muita gente já conhece, mas mesmo assim, vale relembrar essa alternativa, no mínimo, criativa e com certeza benéfica para os amantes da música.
O Web Radio "Pandora.com" é a manifestação de um projeto denominado genoma musical, onde se buscou analisar e estabelecer padrões musicais associando milhares de músicas por esses padrões, assim, se você gosta de Jack Johnson, por exemplo, basta criar a rádio JJ e o site põe pra tocar sons que têm o mesmo estilo.
Pra mim funcionou muito bem.
http://www.pandora.com/
Pontos Positivos: Muita música boa que talvez você nunca conheceria não fosse o sistema do site.
Pontos polêmicos: Direito Autoral ignorado.
Compensa conhecer.
BG.
28.11.06
Link de vídeos dos Beatles.
Recebi esse Link e disponibilizo para todos, visto que é uma jóia rara disposta nessa maravilha democrática que é a internet.
Dezenas de vídeos com as músicas dos Beatles.
http://www.thebeatles.art.pl/tele.html
Enjoy.
BG.
Dezenas de vídeos com as músicas dos Beatles.
http://www.thebeatles.art.pl/tele.html
Enjoy.
BG.
27.11.06
Da Criação ( ou a origem da arte e da guerra)
Como já disse o poeta Tom Zé, não existe nada de novo na música tocada pelo mundo atualmente - e particularmente Tonza, tenho minhas dúvidas se algumas vez já houve.
Pela lógica linear da história musical que conhecemos, os primeiros músicos da nossa espécie foram os primatas, mais específicamente os nossos ancestrais, fronteiriços temporalmente com os macacos (veja bem, citei a lógica linear) com seus pedaços de galhos ressoando nos troncos de árvores e nas carcaças dos animais caçados, sendo copiados até hoje, dos metaleiros aos timbaleiros.
Ao contrário do que ocorre atualmente, quando os músicos são vinculados e rotulados à uma postura pacífica, sensível e por muitas vezes improdutiva, os primeiros "humanos" podem ter encontrado a música quando encontraram a possibilidade de subjugar outras espécies e outros indivíduos da sua própria espécie.
As primeiras utilizações do polegar opositor que proporcionou o manuseio de ferramentas e a própria origem da palavra manuseio foram teoricamente, para a caça, visto que a sobrevivência de sua vida e da prole era sua única e exclusiva preocupação.
Assim, com os tacapes batendo contra troncos para sinalizar algum perigo ou para se comunicar com elementos do grupo distantes, os primitivos aprenderam a música através do ato brutal e produtivo da caça.
Gostamos tanto que até hoje utilizamos peles de animais para a fabricação de instrumentos de percussão. Sem contar que as primeiras cordas de intrumentos como a harpa eram feitos de tripas de animais.
As violas de cocho, violas utilizadas no folclore Mato - Grossense, eram à até pouco tempo, feitas de tripas de macacos e porcos-ouriços e só foram substituídas por naylon, pela proibição da caça.
Assim, a arte nasceu com a guerra, como irmãs díspares, como opostos na mesma carne.
Teria essa teoria alguma coisa relacionada ao fato de que o período mais fértil e produtiva da música contemporânea nacional ter ocorrido em tempos de repressão e violência?
O fato é que precisamos de motivação viceral para fazer abrolhar a criatividade, precisamos de sentimentos e emoções sinceros para produzir com qualidade e força.
Sim, força é exatamente o que precisa a música para ser feliz e como a guerra felizmente é a cada dia mais repelida por mais e mais pessoas, como não haveria de ser de outra forma, a inspiração se origina dos nossos conflitos inerentes e internos.
Que aprendamos a nos inspirar mais pelas rosas e pelos ventos que pela rosa-dos-ventos.
BG.
21.11.06
Versos Cortados (Jump#2)

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>SaltoDoys: TubularBells
(prosseguimento)
(...)
- Traquejos não me valem, sou ainda mais pelo concreto que pelos dons de barro, ele sempre se referia desta forma quando queria fragilizá-la.
- Não por ser por mim admirado me deflagará a vala funda comum dos incontestes. Não admito artisticamente que meus versos e meus tons se apaguem pela sua verbalização sem nexo, sempre que mechia com ela podia se esperar, virava O bicho!
(interrompe)
"Verso cortante, poesia pensante, ácido olhar de indagação constante.
Vaga lembrança, noção de esperança que eterna criança seja o coração.
Verso Cortado poema pensado, visão distorcida da verdade inquirida, sem esquecimento, eu paro no tempo e vejo maduro o fruto estampado na razão."
Hunter K.
(retorna)
- Mais vale um talento criado no coração, que todas as letras e empoaduras a que se gabam os puristas - Ela sempre se supera.
(fim do primeiro sermão, o pulo de Malênia contra o Maestro racionildes - ou A Valsa das bailarinas espanholas)
BG.
20.11.06
Socorra-me Tom Zé! (Jump#1)
>>>>>>>>>>>>>>>>>> S a l t o h u m: DUBMuito me espanta esse seu tom desarranjado essa melodia desafinada, disse com ar de Segundo-tenente.
(Pausa!)
Aliás, criatividade nunca foi o forte dos militares, que falta de inspiração! Com tanto nome legal, ocupam a vaga de um nome massa com um segundo-alguma-coisa, sub-não- sei-o- quê.
Se fosse eu, ia batizar o cargo de Fúlux-Aubrerium, imagina!
" ...O Fúlux-Auberium remeteu ao Tentente o memorando com notícias referentes à situação atual das tropas em Rogafack do norte e não são nada boas ..."
(roda!)
- Canto com a cor e o horizonte que mais me levitarem, respondeu a poética Malênia. - Não adianta sua pressão categórica de rogo aos lobos!
-------------------------------------------- 2 -------------------------------------------
Continua...
17.11.06
Fôlego (Poema sem causa e efeito)
Seria inútil ungir a manhã com flores e perfumes de flores, vez que ando pelo mundo procurando mais do que se pode ver, encontrando além do que se percebe os sentidos mundanos.Sempre a beleza da verdade estampa os sons nos corações e mentes daqueles que se emocionam com o verde cru e frio da palavra proferida sem arreio, sem guarida.
Percebo um véu de nuvens, um emaranhado de pensamentos me atrapalha, mas nada que diferente fosse do caminhar de um pequeno inseto sobre a gota de orvalho que quanto mais pisa, quanto mais passa, permanece a inércia, a impotência.
Desatando o nó dos sentidos, laçado com os desejos inconfessos e atado à um coração insano e latente, desaprovo o mel que me servem, buscando o fel com fervor, na ânsia angustiante de desmembrar alma e corpo, céu e chão, mar e sal.
Me encontro e em tal encontro me espanto com a força do tanto, do pouco e do nada, que corrompe, preserva, sacia e exaspera.
Em meio a tanto desmando, desvario e desembarco da loucura alucinante que se alcança ao beber da água branda, sagrada e gelada, extrato puro e verdadeiro da alma humana, que é a flor das flores e com cor, sabor e som, sem fugir da letra e do tom, chamo de tal Amor.
6.11.06
O que seria da opinião sem Einstein e a Relatividade (ou "FreeYourMind")

Quando pensei em focar o “SegundoSentido” à assuntos musicais, sabia que seria uma missão complicada, visto que opiniões e gostos na música assim como na vida em geral, trazem conflitos e discussões. Ponderei, porém, que além de conflitos e discussões, pode ser a oportunidade de também gerar o bom debate e o amadurecimento de pontos de vista (inclusive e principalmente, desse que vos escreve)
Certa feita, escrevi algo a respeito do que penso sobre qualidade musical x gosto musical - que na minha visão têm diferenças essenciais - e recebi um comentário muito valoroso que me lançou o olhar para algo que sabia que estava lá, mas não soube manifestar de forma clara. O que tento fazer nesse texto.
Veja bem, acredito que a manifestação cultural "música", deve ser de qualidade, deve ser bem produzida, “talhada” e esculpida, mas essa qualidade, que não se trata de um atributo da criatividade ou do lirismo, não pode ser confundida nem ditada, como restrição à qualquer forma de expressão sonora.
Por exemplo, conheço Forrós bem feitos, caprichosos e forró meia boca, feitos por fazer, da mesma forma como o gênero musical virtuoso por si, a MPB, têm seus veios displicentes e desajeitados.
Ainda escreverei algo sobre a música como manifestação cultural e a música como entretenimento que aí sim, parafraseando Rita Lee e Roberto de Carvalho, falaremos sobre o que é luxo e o que é lixo, e veremos que nem sempre a ordem para essas definições é “Luxo = bom” e “Lixo=Ruim”. Teremos muito pano pra manga (risos).
Gostaria ainda de me desculpar pelas ausências sistemáticas, que ocorreram por motivos técnicos (do blog) e operacionais (desse “pseudo-escrevedor”).
Acabou o feriado, mas logo têm outro, mantenham a calma.
Abraços e um “Valeu!” de coração por escolherem esse SegundoSentido.
BG.
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