30.3.07

Verdades Incovenientes e mentiras incoerentes.

Em publicação do Washington Post, hoje 30/03, o presidente Lula afirma categoricamente, que a produção massiva de cana para produção do Etanol (Álcool combustível) não oferece riscos ambientais para o brasil, ignorando publicações sérias como a do National Geographic (vide link no final), referência no indicativo de problemas e soluções ambientais, entre outros assuntos.

É pacífica a importância de se substituir o consumo de Petróleo, por combustíveis mais limpos. Ainda é indiscutível que o nosso Álcool é o degrau mais visível para esse objetivo, mas não o único e muito menos o ideal.

O Chefe de Estado brasileiro está no seu papel quando defende o projeto, visto que o Brasil guiou o mundo nesse sentido e têm posição de liderança no processo de transição energética, ou pelo menos, acredita-se que tenha.

Porém é irresponsável a afirmação de que é "mito" a ameaça ambiental de que em nome da Energia limpa, se desmate áreas de reservas e matas inteiras para a produção de cana-de-açucar, visto que ele não têm como dar garantias em nome dos produtores rurais.

Lula afirma que a área em que se pretendem plantar a produção à que está comprometendo o Brasil, é a de pastagem e que o solo da floresta amazônica não é próprio para o plantio da cana.

Até aí tudo certo, mas raciocinemos com o Presidente, o solo não é bom para a cultivo dessa lavoura, mas serve para o pasto, a cana vai invadir áreas de pastagem aí então acontece o que temíamos, os produtores de gado não vão sumir eles vão desmatar para fazer sua pastagem. Viu?! deu na mesma. É um "peguinha" de semântica que o Presidente usa para defender suas idéias. ou seja, mais bosques e florestas (recordando que o aquecimento global é causado em grande parte pelo desmatamento) mais áreas verdes sumirão.

Quando o governo fala no PAC de se expandir fronteiras agrículas, ele não fala em arrancar asfalto e casas para plantar, fala em substituir pasto por lavoura e floresta por pasto, assim como vários "picaretas" fazem com dinheiro ilícito. É como se fosse uma "lavagem de etanol" porque "lavagem de cana" é comida de porcos na fazenda.

Não sou contra a posição do Brasil, e sou partidário da substituição energética de petróleo pelo Etanol e o Biodiesel (que apresenta outros problemas como a produção da palmeira).
Tenho sim, um temor, dessa certeza absoluta que o presidente lula têm de que estamos salvos, visto que me dá - aí sim- a certeza de que o governo não está preocupado com esse impacto primário, lógico e portanto deplorável.

Hoje milhares de exemplares de árvores milenares estão sendo covardemente devastadas para venda ilegal de madeira e criação de pastagem e o governo não faz absolutamente nada em termos táticos: fiscalizações, punições e proteção de reservas. Inúmeras plantas entraram em extinção sem sequer sabermos de sua existência e outras ainda irão. Algumas delas teriam substâncias medicinais que poderiam causar doenças graves, frear epidemias, salvar vidas humanas. Sem nos esquecermos dos animais que à cada dia se vêm sem habitat natural.
É mais uma história para bois pastarem, primeiro é a ideologia banal de que temos que plantar alimentos para alimentar a população carente - balela - a maior parte da produção vai para a exportação e o restante é especulado no mercado interno, o que consequentemente faz os preços inviáveis para quem precisa realmente.

Agora temos que nos submeter a mais essa fábula, a de que o Brasil vai produzi Ethanol para o mundo inteiro sem desmatar, eu não mereço e você?

A natureza já sobreviveu à meteoros, eras glaciais e outros tantos desastres e está aí, no seu lugar ela vai sobreviver à nós e nós por desprezá-la corremos o risco de - na melhor das hipóteses - vivermos em um grande Saara.

BG.
Cidadão preocupado com a extinção da raça humana.
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Matérias à que faço referência:

Produção de etanol pode ser desastre ecológico
National Geographic
http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI1421434-EI8250,00.html

Lula diz que ameaça ambiental de etanol é mito
Lula
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1517819-EI8278,00.html

28.3.07

Lição do tempo: Não solidifique demais seus conceitos!

Boas!

Vejam bem essa imagem e assistam ao filme. Não se trata de ficção científica ou produção de um clip, mas sim de uma plataforma de operação de frequências totalmente inovadora, que produz música (?)

Reactable, algo como reativo, traduzido ao pé da letra é instrumento musical muti-usuário eletro-acústico com um mesa sensível ao toque que permite o controle dos sons sintetizados, simplesmente arrastando os objetos sobre a mesa. desenvolvido pela Music Technology Group junto com o Audiovisual Institute da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona.

Veja a demonstração!

Movendo e relacionando objetos, representando componentes de um sintetizador modular clássico, usuários podem criar as melodias, loops, bases e arranjos muito mais complexos e dinâmicos.

A intenção é ser intuitivo: sem manual, nem instruções.



O futuro é hoje, cabe na mão: Torquato Neto

Abraços.

Bg.

17.3.07

O Teatro do Eu Sozinho



O ser humano evolui invariavelmente, uns só material, outros só espiritualmente e poucos evoluem paralelamente ambas. Alguns vão mais rápido que outros. Há ainda aquele que prefere ficar aonde está - esse não cumpre seu objetivo por muito tempo, visto que se ele não gira, o mundo gira e ficando parado dá a volta e encontra o próprio rabo.
Ao inverso deste acima, existem ainda aqueles que querem evoluir, querem muito, mas querem a qualquer custo - isso é bom, mas se esquecem de que não somos ilhas e que a milênios sacamos que se estamos juntos, somos mais fortes. Por isso se formaram as antigas pólis, as primeiras "cidades-estado" dos gregos, que foram base do nosso modelo de cidades.
Assim sendo, abro um parêntese figurado pra abordar a história da teoria do jogo de John Von Newman e outros dentre eles John Nash. Dentro da teoria do jogo, Newman aborda um dilema ao qual foi dado o nome de o dilema do prisioneiro, que consiste, através de método comparativo em perceber ações e reações adversas em negociações e estratégias conjuntas.
Resumidamente, uma das conclusões que chegaram foi a de que a cooperação voluntária ou involuntária, sendo ela mútua, sempre é mais vantajosa para as partes do que a defecção ou como bem denominou Newman, " salvar a própria pele".
Assim, observamos o fato de que somos juntos, como sociedade, mas somos sozinhos como humanidade, pois poluímos como se fóssemos os únicos, dirigimos, como se nossa pressa fosse a mais importante que a do outro, furamos filas, enfim . . . pensamos com o umbigo.
O egoísmo é em suma, a ausência de cooperação, a defecção, quando escolhemos tomar a "pílula vermelha" ao invés da "azul" e mergulhar na ignorância em vez de compreendermos a nós mesmos e aos outros, perdoando como se acha merecedor de perdão e amando o quanto precisa de amor.
A cooperação mútua, a união, têm a força de mudar nossa realidade, mas até quando será que podemos esperar?
O exemplo é ainda a mola motriz da evolução ou da estagnação, cada ser humano está ligado direta e/ou indiretamente a outros milhões de seres humanos através de uma cadeia de contatos, assim, se eu dou um passo em favor do que é bem comum, pelo menos um desses milhões terá me visto e seguido meu exemplo e se esse, que por sua vez, também está conectado com mais milhões de pessoas, for visto e tiver seu exemplo seguido por outro e assim consecutivamente, teremos um grande avanço. Ou seja, como disse o profeta "quando um se eleva, milhões se elevam".
Não se trata de uma corrente do bem, mas de uma corrente de exemplos real e já implementada, a questão é que sobram maus exemplos pra poucos bons.
Pra terminar, gostaria de dizer que minha mensagem nesse texo pode soar messiânica, mas trata-se da especulação sobre uma ação individual, boa ou má, ter impacto direto no coletivo, como quer demonstrar a Teoria do Caos, mas essa é outra conversa.

13.3.07

Desconcertando ilusões...


... me ouvi pensando sobre algo, que nunca antes houvera de ouvir, ou melhor, pensar. Pensei: se algo me governa, qual força absoluta de tudo o quanto penso que sei e que faço/penso por vontade/se acho que a vontade possa ser minha, meu somente é o achar, se tanto.../querendo ser côr e não verso, tinta ao invés de rima/tela mais que canção clara/adentro o vazio desse calabouço ambíguo, senão mais que isso.../pra mais que som de virtus aclamar/encontro outra vez a velha dama, envolta em chama quente e flamejante/e deste ponto em diante me interrogo/fôra tela viva por autor de gênio antigo/insirado pela sendas do invisível/tal como tela mais bonita/qual cor e textura seria?/qual brilho me abrolharia?/se sombras, de qual tom?/se giz que consistência?/se acrílico será lirismo?/aquarela se desbota/grafiti trespassado/cordel despedaçado/rapsódia dissonante/letra quebrada em verso cortado/palavra música/ frase/som/morte/vida/arte/vi da arte/arte viva/nunca destas antes vista.




Imagem digital de foto ou cópia ou foto de cópia da obra "O velho guitarrista" de Plablo Picasso

9.3.07

Yes, we're strangers in a strange word.


Olhe bem . . . a beleza cativa desta paisagem impressionante (?)
Menos penso mais eu creço, as impalas se encabeçam sem saber porque
Um dia a mais um a menos, aquele dia vai chegar, apagando aquel'outro que não mais servia
Nada prendo o gosto do vento tanto mais que a água rasa da ignorância original
Dando asas ao vento vôo junto, sem mais no moinho me esbarro e vejo girar a roda viva-morta
Olhe bem . . . porque creço a menos tanto mais, mas tanto menos acresço. Por quê? - bem Olhe.
Fiz de tudo o quando prometi a ninguém, mas neguei até a mentira gastar.
Ainda assim, o tanto que vi, não bastou pra mais amar o mar de marte em março.
Zzz ... Soa o zunido da abelha zumbidera.
Sem sentido algum, me faço compreender pelos insanos pensamentos, me pensando em rapsódia
E não bastasse a trave, a quina, o gosto do amargo azul-anil
Não compreenderia a velha chama, o outro amor, a vida d'outra vida.
Tanto assim não terei tido, o mais que mais o amor me dera...
Indo sempre ocultando a primavera
Dourada e brilhante de fulminante força
Originada da seiva branda da fonte infinda de amor que é meu coração.
Ou não?!