17.3.07

O Teatro do Eu Sozinho



O ser humano evolui invariavelmente, uns só material, outros só espiritualmente e poucos evoluem paralelamente ambas. Alguns vão mais rápido que outros. Há ainda aquele que prefere ficar aonde está - esse não cumpre seu objetivo por muito tempo, visto que se ele não gira, o mundo gira e ficando parado dá a volta e encontra o próprio rabo.
Ao inverso deste acima, existem ainda aqueles que querem evoluir, querem muito, mas querem a qualquer custo - isso é bom, mas se esquecem de que não somos ilhas e que a milênios sacamos que se estamos juntos, somos mais fortes. Por isso se formaram as antigas pólis, as primeiras "cidades-estado" dos gregos, que foram base do nosso modelo de cidades.
Assim sendo, abro um parêntese figurado pra abordar a história da teoria do jogo de John Von Newman e outros dentre eles John Nash. Dentro da teoria do jogo, Newman aborda um dilema ao qual foi dado o nome de o dilema do prisioneiro, que consiste, através de método comparativo em perceber ações e reações adversas em negociações e estratégias conjuntas.
Resumidamente, uma das conclusões que chegaram foi a de que a cooperação voluntária ou involuntária, sendo ela mútua, sempre é mais vantajosa para as partes do que a defecção ou como bem denominou Newman, " salvar a própria pele".
Assim, observamos o fato de que somos juntos, como sociedade, mas somos sozinhos como humanidade, pois poluímos como se fóssemos os únicos, dirigimos, como se nossa pressa fosse a mais importante que a do outro, furamos filas, enfim . . . pensamos com o umbigo.
O egoísmo é em suma, a ausência de cooperação, a defecção, quando escolhemos tomar a "pílula vermelha" ao invés da "azul" e mergulhar na ignorância em vez de compreendermos a nós mesmos e aos outros, perdoando como se acha merecedor de perdão e amando o quanto precisa de amor.
A cooperação mútua, a união, têm a força de mudar nossa realidade, mas até quando será que podemos esperar?
O exemplo é ainda a mola motriz da evolução ou da estagnação, cada ser humano está ligado direta e/ou indiretamente a outros milhões de seres humanos através de uma cadeia de contatos, assim, se eu dou um passo em favor do que é bem comum, pelo menos um desses milhões terá me visto e seguido meu exemplo e se esse, que por sua vez, também está conectado com mais milhões de pessoas, for visto e tiver seu exemplo seguido por outro e assim consecutivamente, teremos um grande avanço. Ou seja, como disse o profeta "quando um se eleva, milhões se elevam".
Não se trata de uma corrente do bem, mas de uma corrente de exemplos real e já implementada, a questão é que sobram maus exemplos pra poucos bons.
Pra terminar, gostaria de dizer que minha mensagem nesse texo pode soar messiânica, mas trata-se da especulação sobre uma ação individual, boa ou má, ter impacto direto no coletivo, como quer demonstrar a Teoria do Caos, mas essa é outra conversa.

2 comentários:

jane Turrer disse...

querido BG, parabens, você tá me saindo um ótimo escrevedor, e concordo com vc quando diz que só olhamos pro nosso proprio umbigo, é como se as demais coisas e seres, principalmente "seres" fossem invisiveis, e tambem acredito como o profeta, quando um ser eleva, sobem muitos nesse vácuo, portanto pelo menos a nossa parte deveriamos fazer com mais atitude e vontade né?
abração, tá tudo muito lindo nessas paginas suas.

Lella disse...

Acredito ser muito rica essa discussão uma vez que eu mesma me pego pensando sobre isso várias vezes, e acredito que quando fazemos nossa parte, se conseguirmos atingir a uma pessoa, já está ótimo, pq essa uma, atingirá outra uma, e assim consecutivamente....viva a matrix.