5.2.08

Sob a Ternura.

por Braulio Garcia.



A suavidade, a leveza, a sublime sensação do carinho em atitude, o afago, o chamego e aquele cafuné.

O café, a cadeira, a porta, o cuidado quando e de quem não se espera, a flor do olhar que nos dão sem agradecermos, a memória tardia de quem nos quer bem...

O sentir mais transparente, o amor fora o peso, a dor e seu alívio o desejo sem a posse.

Poder sorrir sem pressa e medo, poder medir palavras e pensamentos, poder ser sem ter que ser.

Um pensamento de beijos sonoros direcionados a pessoa que habita mais perto seu coração, não em espaço, nem em tempo, mas em profundidade e sintonia.

Poder ter medo, poder ser menino, mulher, criança, homem, jovem, velho e sábio e amar a todos estes com um olhar de quem já se entregou ao bem querer geral e irrestrito.

A ternura é um pouco disto, um pouco daquilo, um bocado do que não se diz e uma pitada do que aparece.

É o alvorecer de um coração voador, sonhador em seus planos sobre as montanhas da solidão, pousando na pista macia e suave com permissão para aterrizar.
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Um comentário:

Cícero disse...
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