15.10.06

Do que tu gostas de ouvir?

Ei!

Nesse feriadão estive pensando bastante sobre gostos musicais. Pensei em todos os estilos existentes que conheço e reconheci que alguns eu gostava, mas tinham alguns que me causavam medo e repulsa. (risos)

O problema, a meu ver, da rotulação e do consequente preconceito musical, é que cria comunidades isoladas de pessoas que gostam de "estilos" grupais.

Venho aprendendo a escutar música, desde que nasci e acredito, pelo andar da carruagem, que vou sair dessa sem ter aprendido completamente, mas com certeza irei compreender, amanhã, mais que compreendo hoje.

Digo isso, porque acredito que existam músicos e produtores que façam música com sinceridade, que envolve coração, talento e trabalho duro, o que resulta em um trabalho de qualidade. Da mesma fora que acredito que existam os oportunistas, vaidosos e gananciosos, que infelizmente, são grande parte do grupo dominante.

É preciso que os profissionais da música de respeito, procurem ver que existem muitos outros em situação de descontentamento e reajam.

Não falo de passeatas, nem de abaixo-assinados ou coisa do gênero, que talvez possam vir a ser necessários, mas não nesse momento.

Acredito ser necessária a revolução cultural, músicos, produtores e demais profissionais e selos de respeito, se unisem, trocassem informações, se fortalecessem, afim de resgatar a dignidade da música brasileira frente ao que chamo de plastificação.

É necessário que ao invés de os grandes gênios, os grandes produtores, instrumentistas, maestros, todos os que trabalham com a música, procurassem sempre o aperfeiçoamento e valorizassem mais seus conhecimentos compartilhando-os com os que começam, visto que o egoísmo intelectual é fonte da ignorância que repudiamos.
Não acredito em gêneros músicais, acredito em música de qualidade, seja qualidade criativa ou de produção.

Até! e boa semana.

BG.

2 comentários:

Lira Turrer disse...
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Lira Turrer disse...

É, concordo com tudo isso, mas acredito que essa discussão seja um pouco delicada pois envolve a questão do gosto, entre outras coisas, né? O funk carioca por exemplo pode ser chamado de plastificação ou música ruim por alguns, mas enchem de significado e de identificações positivas a vida das pessoas que participam desse meio. E isso sem contar o lado lúdico da música, né? Música, além de ser um forma de expressão artística, também é diversão e, por que não, entretenimento?
Dá pano pra manga essa discussão e eu adoro! rsrsrs
Beijos!