18.12.07


O Otimismo e a Esperança

Hoje não há razões para otimismo. Hoje só é possível ter esperança. Esperança é o oposto de otimismo. Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro.


Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração.


Camus sabia o que era esperança. Suas palavras: e no meio do inverno eu descobri um verão invencível... Otimismo é alegria por causa de: coisa humana, natural. Esperança é alegria a despeito de: coisa divina. O otimismo tem suas raízes no tempo. A esperança tem suas raízes na eternidade.


O otimismo se alimenta de grandes coisas. Sem elas, ele morre. A esperança se alimenta de pequenas coisas.


Nas pequenas coisas ela floresce. Basta-lhe um morango à beira do abismo. Hoje, é tudo o que temos ao nos aproximarmos do século XXI: morangos à beira do abismo, alegria sem razões. A possibilidade da esperança...


Rubem Alves, revista Nova Escola, 6/9/03

11.12.07

"A Solução para a vida é viver."

por Braulio Garcia



Primeiro ato: Diálogo entre um coração atônito e uma mente em desvario sobre a paixão de um poeta/cavaleiro pela doce imperatriz.

Essência da alma que busco/romper por minhas canções/por minhas palavras vãs/Me tiram o aspecto vida/quanto mais me aprofundo no doce olhar dessa superfície alva e serena/posso, porque não?/não, mais quero!/linhas soltas no vento não desgarram do sentimento acordoado, amassado/ - Escândalo!/segue o tempo/Segue o Tempo/me dizem para acordar/- tire isso da cabeça!/Antes que o pior aconteça/o que é pior em um mundo sem rédeas, onde a já não se sabe do fato do dizer sim ou não/queria eu desvelar a palavra, o sentimento, o grito que permeia as sendas desta tarefa árdua que é ser meu coração. Antes que anoiteça/Mas só e nunca mais! "serena"! "Serena"! /o que te impede de me ver/o que me impede de viver/é o bem que o mal processa/é o mal que aos tristes benze/sofrer é bom ao poeta/a alma segue liberta/dos caprichos e dos ais!/mas se a fome de viver ora liberta/massacra a vida inquieta/faz mal aos corações bons/ - Tragédia.


Fim do primeiro ato.


Segundo ato: sobre os devaneios dos sonhos que prometem ao coração a cura das doenças de Orfeu.


O que valho pelo que me pesa/quanto meço pro que já se rompeu/qual a medida da loucura pra quem teme os perigos desta vida - que são tantos(ode à Orfeu)/ desvelar/revelar/o ato único de um tempo instante/quanta consequência santa/neste momento eterno/o quão poderoso pode ser um olhar?/o quão confuso pode ser um não?/quantos séculos formam uma encarnação? qual o mérito do cavaleiro que rompe a armadura pra arrancar o coração?/disseram-lhe que mais a maldição de ser assim, mas o remédio do porvir é a esperança/a música enternece o coração aflito e árido/traz a paz real à falsa calma/esqueça! - me disseram, antes que enlouqueça!/já não creio nas quimeras de sonhos loucos que me entrelaçam sorrateiramente enquanto durmo /cante, é a única saída/viva! a única solução pra vida é viver.


Fim do segundo ato


terceiro e último ato: o que é real e o que é de fato a realidade? devaneios sobre a fantasia de ser realista ou “que falta faz a rima final nos versos cantados de um cavaleiro errante.”


O mérito é todo dele/ o outro cavaleiro das horas douradas/veio quando o dia ainda alvorava e sacou da mais bela roseira, a mais perfumosa das rosas/e hoje ao lhe ver tão garboso/debruçado no vaso de flores/bizantino quase que não se demora/pra que não vejam as lágrimas que chora/por não ser o jardineiro que molha/as pétalas da donzela . . .


Fim do último ato

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Todos os direitos ao Autor.

10.12.07

As bicicletas de belleville - Jazz

Esse filme é excelente, recomendo que aluguem.

Segue um trecho para conferir o nível da trilha sonora.

Enjoy.



Propagandas positivas

Exemplo de vídeos bem feitos, com mensagens positivas, apesar de serem comerciais.

Uma ótima semana!






O Velho e o Moço - Los Hermanos



O Velho E O Moço
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante

Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
Quem então agora eu seria?

Ahh tanto faz! E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar... Mas, eu quem será?

Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.

E se eu for o primeiro
a prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.

Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.

Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir...

8.12.07

¡El matador Paraguayo!

Inicie a trilha de .... The Good, The Bad and the Ugly (Main Title) - Ennio Morricone











1) A cidade deserta.


































Oeste seco, poeira solta no vento forte que rolava fenos pela cidade quase-fantasma.


( . . .)


- Ouve-se além do vento, somente o barulho das botas e das esporas ... barulhos do silêncio, o silêncio gritava e era ouvido por todos os cantos ...


( . . . )







Talvez esta cidade deserta seja a bela Havana, com seus impregnados odores do único charuto cubano manchado de sangue.



( . . . )


Dentro do saloon, pendurada na parede caveiras secas, secas de vida, rangendo a secura do excesso de vontade de um milésimo de segundo do ETERNO e incompreensível viver.

( . . .)


2) O Saloon










( . . . )












































( . . . )

















Inicie o Vídeo abaixo - Morgan Siever.














Na época, Xerifes e cavalos entravam juntos no saloon, talvez pela grande proximidade de personalidades.

Tendo minha mão em suas mãos assim como a vida ou a morte de um ser quase humano. Que com o susto perdeu um pouco da sua humanidade.


O coice de suas botas contra as portinholas do velho saloon, soou mais alto que as notas do piano.


"Toc, Toc, toc" Do silêncio saltam os passos de bota e espora contra o taco velho e rangedor daquele chão.


Olha pela aba de seu chapéu e encontra a pessoa que procurava, um rapaz metido à conquistador que teve sua alma encomendada.


Chega ao balcão


- Yo quiero uno Double-Jack!

(todos o olham admirados)

O piano para ... ou desafina?

O barman vai até um armário de madeira e destranca um grosso cadeado, que abre um armário de onde tira uma enorme garrafa com o rótulo contendo uma assinatura à mão e nele se lia: Jack Daniels.

(Bebe o Double Jack)


Joga uma capanga com 500 dólares de prata e manda deixar mais duas doses pagas.


- Pra tirar o gosto de pólvora da boca daqui à pouco...


Se vira e encara de frente o rapaz que estava encostado ao balcão, afasta a capa que usava e deixa à mostra o coldre recheado com uma Magnun 45 ou melhor ... DUAS.


- ¿Que... que... quem és tu ... que quieres?


- ¡Yo soy El Matador Paraguaio e vim para matar-te!


- ¿Para que?


... Enche o peito e levanta o chapéu com a arma antes de responder:


- ¡PARAGUAYO!

- Señor matador Paraguayo, yo no puedo morir, tengo hijos.

- SOLO HAY UNA MANERA DE RESOLVIRMOS ESTO!

- ¿e como és?


(...)


- ¡SALSA!








¡FIM!

5.12.07

Fio d'água - Súbito à Lona, O Cidadão do mundo.


Correntezas se perdem entremeio à tempestades que o ar impões sobre as águas desse mar que é mais pra fio, rasgo fino e intermitente, rebatendo a grandeza dessa alma humana que se apequena.

O mar comparado ao infinito, segue seco e sem afinco, sem grandeza e sem domínio. "Pero" que ora não se vive, diante dessa humana pequenês/mais se engrandece as caldalosas lindas massas de "La mar".

Seco o rio da discórdia, abrindo um furo em seu solo com as armas do perdão/peco por saber.

E outrora não sabia mais o que dizer, porquanto ainda não sei.

Boa semana!

Bg.

4.12.07

Ai mô Deuso!

Para conhecer e relembrar, Kakinho Big Dog, um clássico da música contemporânea mineira.

Boa semana, com ótimo humor.


2.12.07

Aonde estou, pra onde vou?



Para começarmos a semana buscando saber mais, para sermos mais.

O Brasil não conhece o Brasil.